Elaboramos um conjunto de perguntas-respostas para as questões mais pertinentes sobre os recém-anunciados Fundos de Arrendamento (FIIAH).
A criação de Fundos de Investimento Imobiliário para Arrendamento habitacional (FIIAH) e respectivas sociedades gestoras foi bem recebida pelo mercado imobiliário. A grande incógnita parece estar não no princípio, mas sim na moldura particular que lhe vai ser dada em termos legislativos. O FIIAH foi apresentado como uma solução milagrosa para resolver o problema de famílias endividadas e dinamizar o mercado de arrendamento, que em Portugal é simplesmente inexistente, mas são imensas as dúvidas que persistem sobre a sua exequibilidade.
No seguimento do Fundo de Arrendamento a criar com o Orçamento de Estado de 2009, o ministro do Estado e das Finanças -Teixeira dos Santos – perante a Comissão de Orçamento e Finanças, onde está a ser ouvido no Parlamento, avançou com o n.º de 40%. Quarenta por cento será então o valor, que na opinião do ministro, as famílias portuguesas que não consigam mais pagar as prestações dos respectivos créditos à habitação e optem por vender as suas casas ao Fundo de Investimento Imobiliário de Arrendamento Habitacional (FIIAH), poderão passar a não dispender, em comparação com a mensalidade do crédito que hoje pagam à Banca.
O Millennium BCP está atento à recente proposta que visa a criação do vulgarmente conhecido como Fundo de Arrendamento – FIIAH, com vista a suprir as dificuladades dos portugueses que não conseguem pagar o Crédito Habitação. A afirmação foi feita por um porta-voz do grupo BCP à Lusa, tendo na altura sustentado que o Banco tornará pública a sua posição sobre os fundos de arrendamento quando houver algo a dizer sobre os mesmos.
Em Portugal já existe um produto similar ao que o Estado pretende implementar através dos Fundos de Arrendamento (FIIAH). O Real Estate Fund foi lançado precisamente há um ano atrás, e constitui um fundo de investimento imobiliário fechado detido pela Apollo Investment Management, um dos maiores private equity a nível global, e pela Holdcontrol, accionista de referência da Domusvenda, empresa especialista no negócio do crédito malparado.
Em declarações hoje à TSF, Natália Nunes, coordenadora do gabinete de sobreendividamento da DECO, diz que a solução de entregar a casa onde se vive a um Fundo de Arrendamento Imobiliário,no caso de se atravessar dificuldades para poder pagar as respectivas prestações, não servirá todas as famílias. A DECO adverte que a decisão deverá ser muito bem ponderada e esclarecida.