Caixa pronta a implementar Fundo de Arrendamento

Caixa pronta a implementar Fundo de ArrendamentoA Banca do Estado, mais propriamente a Caixa Geral de Depósitos, está pronta para avançar com o Fundo de Investimento Imobiliário de Arrendamento Habitacional (FIIAH), aguardando somente a acção do Governo, para que a legislação sobre o referido FIIAH esteja pronta e entre em vigor.
Segundo Paulo Sousa, o responsável pela Direcção de Financiamento Imobiliário (DFI) da CGD, a ideia é que este fundo de arrendamento possa estar em funcionamento já em Janeiro próximo. A Caixa reconhece as vantagens deste novo instrumento e entende que o actual contexto económico é uma oportunidade para implementar um instrumento de investimento que crie dimensão e simultaneamente se constitua como um catalisador para o relançamento do mercado de arrendamento habitacional em Portugal.


Medida é oportuna

Paulo Sousa considera que o FIIAH apresenta vantagens para todas as partes envolvidas, a começar pelas vantagens financeiras para os investidores e instituições envolvidas, não esquecendo a componente social da medida, com o apoio prestado às famílias em dificuldades no cumprimento dos seus encargos financeiros.

Outra dimensão positiva a considerar, resulta da vertente económica, que permitirá aos proprietários de imóveis – instituições de crédito, empresas ou particulares – colocá-los de forma indirecta no mercado de arrendamento. Paulo Sousa, afirma que a medida vai de encontro às necessidades do mercado de arrendamento, onde afirma que realmente existe uma procura.

CGD preconizava uma solução semelhante

A CGD tinha já a funcionar, um conjunto de iniciativas lançadas em Julho passado, que visavam precisamente a redução das prestações de crédito habitação. Medida como a contratação de um período de carência alargado a clientes de todas as idades; a conjugação do período de carência com diferimento de capital; o aumento do limite de idade dos clientes no fim do contrato para os 80 anos; e a introdução de uma nova solução de taxa de juro – Taxa Prémio.

Agora, a CGD encara esta nova solução como uma alternativa para aqueles que não tinham nestes instrumentos a solução para o seu problema, e nesse sentido a medida vai permitir uma optimização da carteira de activos imobiliários existente no Grupo CGD provenientes de processos de execução e/ou dação em pagamento. De resto, a Caixa tinha já em curso uma experiência piloto de arrendamento com opção de compra, o que permitiu testar a aderência ao mercado deste tipo de solução.

Fundo de arrendamento pode levar a redução de encargos superior a 20%

A Caixa Geral de Depósitos sustenta que os proprietários que aderirem ao Fundo de Investimento Imobiliário de Arrendamento Habitacional pagarão uma renda sempre inferior em pelo menos 20%, ao encargo mensal que têm actualmente com o crédito à habitação.

Benefícios fiscais tornam fundo num bom negócio

Apesar de as famílias pagarem menos de renda do que pagavam de prestação, o que poderá significar menores lucros para as entidades bancárias, o fundo de arrendamento continua a ser rentável para os Bancos, uma vez considerados os benefícios fiscais previstos no Orçamento do Estado para 2009. Durante o tempo em que o imóvel for propriedade do fundo e a família pagar renda, o imóvel fica isento do pagamento de IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis, e deixam ainda de existir despesas com seguros e condomínios.

fonte: AF

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